28 julho, 2010

Sobre Evangelismo - Céu e Inferno


Leia e releia até entender... e concorde se achar que deve...




Céu e Inferno...



Como se vê, o resultado da adoção do discurso de céu e inferno é precisamente o oposto daquele que, acabamos de ver, ocasionou a distribuição do espírito subversivo de Pentecostes. Em Atos a boa nova é a transformação do mundo; no discurso de céu e inferno a boa nova é que este mundo não precisa ser transformado. Em Atos a boa nova origina uma comunidade não-condicionada que representará constante ameaça ao estado de coisas, estando destinada a “virar o mundo de cabeça para baixo”; no discurso de céu e inferno, a boa nova é usada para legitimar e sustentar um estado condicionado de coisas, seqüestrando o apelo universal da imagem de Jesus enquanto garante que os efeitos de sua popularidade se mantenham sob controle.



Não é de estranhar, portanto, que no livro de Atos céu e inferno permaneçam à margem do discurso da comunidade do reino, porque seus membros tomam por absolutamente central manter vivo neles mesmos o caráter não-condicionado de seu mestre. Permanecerão uma comunidade viva, no sentido em que estarão inteiramente mergulhados na solução das questões sempre cambiantes desta vida. Nada que possa ser usado como ferramenta de dominação fará parte do seu vocabulário ideológico, porque a boa nova deverá permanecer libertadora em todos os sentidos.



Foi precisamente dessa forma que os romeiros de Pentecostes entenderam a sua vocação; não como a certeza da vida eterna no céu, mas como a certeza da urgência dos desafios desta terra. Sua conversão não estava fundamentada na esperança do paraíso, que pelo que sabemos não foi nem sequer mencionado (no livro de atos). Quem investe todo o conteúdo da sua fé na garantia de uma felicidade futura age como quem não tem pressa, e a postura dos revolucionários do reino é de absoluta urgência. Por isso despojam-se radicalmente de todo embaraço, por isso estão sempre juntos, por isso prestam contínua assistência uns aos outros e a todos que estão chegando: o céu pode esperar, mas a cura deste mundo exige atenção imediata.



(Fragmentos de um texto retirado do Bacia das Almas)

23 julho, 2010

Deus no Trabalho


O calendário do Céu tem sete domingos por semana. Deus santifica cada dia. Ele realiza seu santo trabalho em todas as horas e em todos os lugares. Ele torna o comum em algo incomum, virando pias em santuários, restaurantes em conventos, e dias de trabalho em aventuras.


Dias de trabalho? Sim, dias de trabalho. Ele ordenou seu trabalho como algo bom. Antes que Deus deu a Adão uma esposa ou filho, até antes que ele o vestiu, Deus deu a Adão um trabalho. “O SENHOR Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.” Gênesis 2:15 (NVI). Inocência, não indolência caracterizou a primeira família.


Deus vê o trabalho como merecedor do seu próprio mandamento: “Trabalhe seis dias, mas descanse no sétimo...” Êxodo 34:21 (NVI). Nós gostamos da segunda metade daquele versículo. Mas, ênfase no dia de descanso pode nos levar a perder de vista o mandamento de trabalhar: “Trabalhe seis dias”. Queira você trabalhar em casa ou no mercado, seu trabalho é importante para Deus.


E seu trabalho é importante para a sociedade. Precisamos de você! Cidades precisam de encanadores. Nações precisam de soldados. Semáforos param de funcionar. Ossos quebram. Necessitamos de pessoas para concertar o primeiro e reparar o segundo. Alguém precisa criar filhos e cuidar dos filhos que são mal criados.


Seja como for que você começa o dia, quando você trabalha você imita a Deus. O próprio Senhor trabalhou nos primeiros seis dias da criação. Jesus disse “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”. (João 5:17 NVI). Sua carreira consome metade da sua vida. Ela não devia refletir Deus? Aquelas quarenta a sessenta horas por semana não pertencem a ele também?


A Bíblia nunca promove a compulsão pelo trabalho ou o emprego obcecado como alívio para dor. Mas, Deus chama todos que estão em condições físicas a cultivarem os jardins que ele deu. Deus honra o trabalho. Então honre a Deus em seu trabalho. “Para o homem não existe nada melhor do que comer, beber e encontrar prazer em seu trabalho.” (Eclesiastes 2:24 NVI)

(Max Luccado)

21 julho, 2010

Leitura obrigatória



Recomendo!



A Bacia das Almas – Paulo Brabbo



Terminei de ler o livro estes dias e indico a todos quanto desejam ter um olhar restaurado sobre o evangelho de Cristo.



Os textos, tirados do blog do autor “ Bacia das Almas” tem uma linguagem deliciosa e conduzem o leitor a uma profunda reflexão sobre o cristianismo. Um confronto delicado e direto contra toda forma de religião, que expõe hipocrisia , mitos, rotinas, crenças, sistema, vícios...



Um livro que traduziu muitos dos meus pensamentos e confrontou muito dos meus comportamentos, que me fez ter uma olhar ainda mais apaixonado por Cristo e me fez desejar viver para pregar este evangelho, longe de toda maldita religiosidade que disfarça e não resolve...



Indico como leitura obrigatória para todos quanto acreditem que o cristianismo precisa vencer a barreira do religioso.


14 julho, 2010

Amor imerecido



Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor

Quem sou eu?
Pra que a estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração

Não apenas por quem sou
Mas porque tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és

Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor

E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou

Eu sou teu
Eu sou teu

Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar

Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim

A quem temerei?
A quem temerei?
Eu sou teu
Eu sou teu

13 julho, 2010

ENTER


Metade dos cristãos digita os próprios comandos e pressiona a tecla “enter” de Deus, na esperança de que ele comece a fazer magicamente o que querem. A outra metade digita os comandos de Deus e aperta a própria tecla “enter”, na esperança de começar a fazer magicamente o que Deus quer.



A boa nova, assustadora boa nova. É que Deus quer programadores, não usuários.



Ele espera que digitemos nossos comandos e apertemos nossa tecla “enter” e ainda assim – com toda responsabilidade, todo risco e nenhuma mágica – produzamos um mundo que promova a graça (ou seja, a beleza, o cavalheirismo e a criatividade) e honre a herança de seu idealizador.


07 julho, 2010

Entre feiticeiros e químicos, cientistas e filósofos, gramáticos e poetas...

Infelizmente o mundo continua dividido entre feiticeiros e químicos, cientistas e filósofos, gramáticos e poetas. Digo

infelizmente porque não foi sempre assim.

Houve um tempo em que os astrônomos se enamoravam pelo piscar das estrelas, os físicos acreditavam que uma linda bordadeira havia costurado o universo e os biólogos celebravam que o ser humano respirasse, mesmo tendo sido um boneco de barro.

Houve um tempo em que os jumentos falavam, as estéreis geravam filhos (extra)ordinários, os anjos matavam milhares de soldados agressores, os cajados secos floresciam e o sol parava para esperar que os mais frágeis prevalecessem na guerra.

Houve um tempo em que as fadas ajudavam as órfãs, o beijo do príncipe ressuscitava a princesa do sono, os espelhos se rebelavam para responderem com honestidade, e as crianças talhadas em madeira viravam gente.

Houve um tempo em que a metáfora reinava na literatura. A copa das árvores era um cálice verde de onde respingava o orvalho da manhã; a saudade, uma mulher que arrumava o quarto do filho que já tinha morrido; e a alma da lua se escondia na garganta do galo que soluçava seu canto na madrugada.

Houve um tempo em que falar de Deus era como suspirar, usar o olfato ou o paladar.

Naquele tempo encontrávamos o colo materno, perdido desde a adolescência. Deus era um pastor solitário que, sentado numa pedra, espiava suas ovelhas a pastar numa montanha distante; era o amante que abandonava um

harém para cortejar sua amada; era o juiz que assumia a briga dos mais frágeis; era o médico que trazia um bálsamo para aliviar a dor da alma; era o amigo que se achegava como irmão; era o rei que anunciava a chegada de uma nova ordem; era o pai que educava seus filhos para uma existência madura e autônoma.

Houve um tempo em que se liam os textos sagrados com reverência. Diante do duvidoso, o mortal tremia; diante do sagrado, o pecador temia; diante do infinito, o finito se perdia, diante do eterno, o humano se encolhia.

Lentamente, teólogos e exegetas, cientistas e técnicos, gramáticos e lingüistas, minaram os sonhos e as fantasias dos meninos, esvaziaram a verdade dos poetas, quiseram explicar o mistério, captar a verdade, sistematizar Deus,

dissecar o poema e criticar a alegoria. E conseguiram! Eles exilaram os magos que correm atrás das estrelas; sumiram com os profetas alucinados que falam de rodas de fogo no céu; queimaram as mulheres que sentem no corpo o êxtase do divino. No ímpeto de explicar o impossível e mapear os rumos do Espírito, esses assassinos da beleza deixaram o mundo mais pobre, a fé mais segura, a oração menos incerta — e Deus ficou pequeno.

Agora, quando se precisar de milagre, pode-se dispor de hábeis evangelistas que ajudam a abrir as janelas do céu; quando houver dúvidas, pode-se comprar exaustivos manuais sobre Deus; quando a vida parecer ameaçadora, é possível domesticá-la, contratando profetas de aluguel.

Minha alma, porém, anseia pela poesia que me abandone reticente; pela prosa que me ferva o sangue; pela ficção que me comova as entranhas; pelo drama que me arrepie a pele; pelos personagens que saltem dos palcos para

encarnar em mim.

Sinto que Deus ainda vive no sonho das crianças; ainda habita onde reside a musa do poeta; ainda se revela no desejo do profeta; ainda se move além do horizonte utópico do guerreiro. Sinto que sua habitação fica no vazio, no nada, e que sua glória se esconde numa nuvem espessa e ofuscante. Sinto que posso perceber sua verdade no desconhecido absoluto e, no inaudível, escutar sua voz. Sinto que Deus é vento imperceptível, verdade diáfana e mistério espantoso.

Portanto, morro para o anseio de fazer análise sintática ou crítica textual dos textos sagrados.Já não invejo os apologetas, só quero que me devolvam o que roubaram de mim: a alma dos poetas, o coração dos meninos e a leveza dos bailarinos.

(By Ricardo Gondim)

02 julho, 2010

Sobre Copa e Corpo



Acho que nesta sexta o país inteiro sentiu a derrota da seleção na pele...


E eu... percebi algumas coisas “de copa” que jamais tinha notado antes...



Particularmente, sempre achei um porre jogos de futebol, mas me empenhei em assistir muitos jogos nesta copa, avaliar o futebol de cada nação, acompanhar resultados, comentários, particularidades, manias... enfim... não que tenha me tornado expert em copa, mas, estava bem por dentro do assunto.



E notei que a Copa é um dos poucos, pra não dizer único evento que move o país de uma forma diferente! As pessoas se reúnem para assistirem e torcerem juntas, há um mesmo coração entre todos os brasileiros, uma mesma ânsia, um mesmo desejo... Um mesmo sonho.



A maioria das pessoas discordam em vários pontos sobre quase tudo o que envolve futebol, discordam dos jogadores escalados, das técnicas , das táticas de jogo, da arbitragem, dos horários, discordam sobre técnico, sobre capitão... discutem, comentam, apontam... mas, estão todas ligadas ao mesmo sonho: Ver o Brasil vencer!!!!



Acho que toda essa ligação que encontramos com todo o resto da nação nestes dias de campeonato deveria semelhante ao que deveríamos sentir no corpo de Cristo. Deveríamos nos unir para ver a coisa acontecer, deveríamos sonhar os mesmos sonhos, nos animar a não aceitar um placar desfavorável, deveríamos ter este mesmo coração.



Nossas diferenças, nossos opiniões sobre todas as coisas deveriam ser caladas quando nosso objetivo estivesse em campo.


Da mesma forma que somos um com o Brasil na Copa... Somos um com Cristo no mundo!


Da mesma forma que comemoramos juntos e nos alegramos com os gols e vitórias do Brasil, deveríamos comemorar e nos alegrar com cada vitória do Corpo. Da mesma forma que usamos verde, amarelo, bandeirinhas e apitos para uniformizar nossa torcida, deveríamos entrar em consenso sobre nossos acessórios de incentivo ao time “corpo”, deveríamos vestir a camisa e lutar pelo avanço da “EQUIPE”.



Todos nós de forma mais ou menos notável nos entristecemos com a derrota dos nossos meninos lá na África. Mas, será que temos o mesmo sentimento quando o Corpo se machuca?



Assim como torcer pela nossa seleção é natural e espontâneo, porque somos brasileiros, torcer e cuidar do Corpo deveria ser nosso natural estilo de vida. E deveríamos nos cobrar bom desempenho assim como cobramos gols das estrelas que nos representam em campo. Eles foram escalados pelo Dunga, que uns apóiam, outros criticam... Mas, a seleção do Corpo foi feita por um técnico Perfeito, fomos escalados pelo Rei dos Reis. Eles lutam por um troféu, nós por almas. Eles lutam contra nações, nós contra o inferno. Eles pelo Brasil, nós por Cristo...



Minha oração hoje é que o Espírito gere em nós essa garra, essa ânsia, essa unidade e mais... revele-nos a cada dia o quanto importa perder a vida por amor de Cristo, o quanto importa jogar neste time...



O Brasil nunca teve certeza de nenhuma vitória, porque depende da habilidade de seus jogadores, nós, ao contrário, já temos plena convicção da vitória, porque a vitória já nos foi dada antes mesmo de desejarmos lutar!



É... a copa me ensinou muito...!!!*

29 junho, 2010

Amizade


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

22 junho, 2010

Solte a Panela!


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.


A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.


Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.


Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.


Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.


Na verdade, era o calor da tina...


Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.


O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.


Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.


Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu Corpo e mais alto ainda rugia.


Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.


O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu Imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.


Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.


Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.


Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.


Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.


Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.


As vezes precisamos ter a coragem e a visão que o urso não teve.


E tirar de seu caminho tudo aquilo que faz nosso coração arder!

28 maio, 2010

As conseqüências do calar



Quando os nazistas levaram os comunistas
Não falei nada
Porque eu não era comunista


Quando os nazistas levaram os sociais-democratas
Não falei nada
Porque eu não era social-democrata


Quando levaram os sindicalistas
Não falei nada
Porque eu não era sindicalista


Quando levaram os judeus
Não falei nada
Porque eu não era judeu

Quando vieram me levar
Não restava ninguém pra dizer alguma coisa.


.

...para permanecer no Lado Negro da Força basta não fazer nada.

26 maio, 2010

Espontâneo....

Ratificando, ou reescrevendo o texto anterior...

Nada do que se ensina em nossas reuniões deve ser ignorado. Nossa função como igreja é aprender a crescer, é conhecer os caminhos... Oração, meditação,leitura bíblica, devem ser alvos de ensino sim, sempre!

O que eu não gosto muito é da obrigação!

Não posso querer obrigar as pessoas a orar! A ter x tempo em meditação... Coisas assim!

As pessoas precisam ser livres e sendo livres o serviço sairia muito mais excelente!

Com liberdade as coisas são mais gostosas, com gosto de vida e verdade!

Não podemos obrigar ninguém a seguir um padrão nosso! Não podemos fazer agendas e exigir que todos se dobrem a todos os programas que julgamos correto...

Não tenho nenhuma ressalva quanto ao trabalho, nem acho que tô trabalhando demais, que tão exigindo muito... nada disso! Mas, acho que o trabalho não pode ser forçado! Acho que o zelo, a consagração, o labor, a entrega deve ser como foi a de Cristo espontânea... fruto de um coração rendido ao Senhor e não de uma cartilha de regras....

Eu trabalho na Apema porque preciso comer, vestir... abastecer o carro!...

Eu trabalho pra Deus porque minha vida foi comprada por Ele... e minha gratidão, minha divida com Ele é tão alta que sei que toda minha vida é muito pouco para pagar... mas, é o que tenho então... minha vida será entregue a Ele... Por amor! Por gratidão!....

Essa é a diferença!.... Amor!

Amor ao que se faz!

Talvez... com amor as regras sejam menos apercebidas, mas ainda assim, vejo pessoas se matando para cumprir tabus e isso me irrita sobremaneira!

Prazer deve ser a nossa sensação ao Servir a Deus... Alegria!!!

Se eu amo Deus, orar é natural! Não preciso de ninguém cronometrando quanto tempo eu oro!

Se eu amo Deus, meditação é natural! Não preciso de ninguém dizendo que tenho que ler tal coisa...

Se eu amo Deus, estar no culto é natural! Não preciso que ninguém me ligue cobrando minha presença!

Se eu amo Deus, comunhão com os irmãos é natural! Não preciso que ninguém crie ambientes para que isso funcione!

O que eu quis dizer é que se eu amo a Deus... faço o que tem que fazer.... E não preciso de regras para cumprir o IDE... Porque há em mim o Espírito Santo e é Deus quem opera o querer e o realizar!

É essa liberdade que defendo! Liberdade do Espontâneo! Sem cobranças, sem obrigações... é deixar que cada um demonstre com livre e espontânea vontade o quanto foram tocados por Cristo! O quanto se importam...

Lógico, devemos nos disciplinar a fazer as coisas.... mas... as regras podem ser deixadas de lado se a intenção for sincera!!!

O que desejo é ver um trabalho livre! Onde todos desfrutem de tudo! E ajudemos uns aos outros e coisas deste tipo!... Com alegria e singeleza de coração....

Sei que somos chamados a morrer, mas até esta morte tem que ser natural e espontâneo pra ser “verdade”....

25 maio, 2010

Liberdade, Liberdade!!!!!!!!!!!!!!!!!

Após ler e reler o texto da “Mesa Universal” da bacia do Brabo, fiquei com minhas antenas ligada sondando meu coração para ver minhas intenções verdadeiras, para testar minha vida... e não to nada satisfeita. Vou compartilhar com você, se é que existe algum leitor ai do outro lado os motivos pelo qual não estou muito satisfeita com o que tenho vivido:

.

Atos 2-46 - ... perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração..

.

Este versículo tem saltado as minhas vistas para me fazer ver que há algo errado. Ainda não descobri onde tá o erro, se comigo ou nos meios, mas há algo em nossa vida, e tomo a liberdade de colocar a sua vida no meio do meu texto, principalmente porque sei que mesmo que essa verdade não seja dita ela existe em nosso coração.

.

Regras e mais regras, cursos e mais cursos, agenda e mais agenda, exigência e mais exigência, tudo, claro com base bíblica!

.

Somos obrigados a irmos ao culto porque reunir-se no templo é bíblico desde os primórdios cristãos... Somos obrigados a nos reunir em reuniões com os “irmãos” porque isso é bíblico, desde o inicio a igreja praticava comunhão... tomamos todo tempo do pessoal em atividades de capacitação porque isso é uma ferramenta necessária para o crescimento da “igreja”, do “reino”... Orar de madrugada também já virou uma obrigação, não podemos simplesmente não aparecer, Jesus orava de madrugada, isso é bíblico, devemos cumprir sem reclamar!!! E ai do rebelde que abrir a boca contra estas coisas, a vara e o cajado já estarão devidamente munidos para disparar versículos e destruir qualquer argumento que alguém seja capaz de elaborar, afinal, contra a bíblia não há argumentos...

.

Sabe? Tudo isso tá quase certo... e como já expus, escrever é ótimo porque ninguém consegue te interromper. E até dou a liberdade de alguém criticar e me chamar de insubmissa e rebelde e herege, mas com o blog e o pensamento é meu, vou expor, que jogue a 1ª pedra aquele que desejar, talvez sua critica me ajude enxergar meu erro e quem sabe eu até descubra que vc tem mais razão, ou toda razão?

.

Os primeiros cristãos, nossos exemplos, que viviam como nós desejamos viver hoje, que experimentavam de coisas que qualquer um de nós almeja viver, uma igreja forte, poderosa, ungida... tinha somente algo que nós não temos, humn... vou melhorar isso porque não tenho tanta certeza de seus pensamentos quanto tenho dos meus... tinha somente algo que eu não tenho, ou tenho em muito pouca quantidade espontaneidade!

.

Eles se reuniam no templo diariamente para perseverar juntos por que? Por que havia corações desejosos de comungar e de orar ao Senhor e de buscar a face de Deus ... eram seus desejos em comum que os uniam, era a vontade de adorar a Deus que os uniam e não a santa convocação de um pastor, discipulador ou líder de célula!

.

Eles partiam o pão e comiam juntos, e dividiam seus bens porque amor era algo constante e não porque aprenderam num curso qualquer “900maneiras de praticar o amor” onde a “15º dizia que comer com os outros era o certo a fazer”, eles não se reuniam com pesar na consciência como eu muitas vezes... Mas porque haviam sido circuncidado pelo evangelho de Cristo, a comunhão entre eles era algo espontâneo... Não era necessário nenhum pastor, líder, discipulador, anjo ficar implorando para que alguém faça a caridade de comparecer, ou que ninguém usasse de apelo para convencer de que estar ali no prédio da igreja ouvindo as mesmas coisas ditas de tempos em tempos é o certo a fazer e ninguém para pesar na idéia de quem não tivesse afim!

.

Havia algo que não existe em mim, ou pelo menos não existe sempre... “ A alegria e singeleza de coração”...

.

As coisas hoje são forçadas. A comunhão é forçada. Os cultos são forçados... temos feito no braço da carne aquilo que ainda não é verdade em nós! Temos confundido a liberdade do evangelho! Temos confundido tudo!

.

Eu não agüento mais ter que fazer as coisas deste jeito! Não agüento mais estas atividades, essa rotina de trabalho, essa coisa forçada! Que porre!!!!! Cadê a liberdade????

.

Podem me chamar do que quiser, mas não há respaldos bíblicos para eu me submeter neste sistema chato!!!! O evangelho é o que liga pessoas, é o que nos dá gás... A partir do momento que tenho que orar as 4hr30min para agradar meu líder, já perdi a essência da coisa! Se eu trabalho pra mostrar pro pastor já perdi a visão da coisa... se sou obrigada a estar em certas reuniões, porque assim reza a cartilha, não há espontaneidade nisso e se é forçado, já se foi a liberdade e se não tem liberdade é difícil achar que Deus tá na coisa!

.

E não to falando de achar o fardo pesado. Desde que conheci Jesus e antes de conhecer o sistema religioso no qual estou inserida, já havia decidido que o seguiria... E minha fome sempre foi... segui-lo... apesar dos meus trancos e barrancos!

.

Eu amo célula e estar com as pessoas da minha célula é meu maior prazer... quase sempre também amo estar nos cultos, eu amo estar na presença de Deus, amo orar, ler bíblia e meditar e as vezes meu jejum é bem espontâneo!

.

O que me mata é essa coisa de que “eu tenho que fazer”, “ eu tenho que estar”, “ eu tenho que ir”, ...

Essa coisa massificante, esse conjunto de regras chatas é que me irrita!

Eu não encontrei nenhum versículo que Jesus obrigue seus discípulos a fazerem algo... Sabe? Paulo também não! As coisas me parecem muito espontâneas na bíblia... há muita liberdade destes homens em Deus... E por isso havia muita unanimidade entre eles... Hoje, queremos “produzir” as coisas ... Imitar... mas... não tem nada de livre nisso!!!

.

Não temos, ou pelo menos não tenho mais lugar pra liberdade!

Toda minha agenda, o que devo fazer, com quem devo orar, quanto tempo devo meditar, o que devo ministrar e até como evangelizar, o que devo saber, como praticar, tudo já me foi empurrado... sem nem me dar chances de retrucar! Minhas horas já estão alugadas e aí de mim se resolver furar “ rebeldia”... insubmissão... independência!

.

Isso não tem muito a ver com a verdadeira graça apresentada por Cristo!

Isso não tem cheiro de liberdade!

.

Não temos o direito de obrigar as pessoas, nem a nós mesmos a fazer as coisas que julgamos corretas... O livre arbítrio deve funcionar! Não podemos e isso eu já expus muitas vezes querer levar a igreja como uma empresa. Aqui na Apema, não posso faltar as reuniões, aqui tenho dias certos a trabalhar, horários e metas a cumprir... e tudo isso controlado pelo meu gerente...

.

Será que o mesmo espírito clerical não tem nos tomado como reino? Há obrigação de estarmos presentes em todas as reuniões, mesmo que não desejamos... Temos obrigação de estar nos cultos... temos obrigação de estar em grupos de GCD... hora pra chegar... e metas...E tudo isso também controlado pelo líder, discipulador...

.

Será que não há vida de Deus fora dos padrões adotados pelos gerentes espirituais?

Não sou contra nada do que se prega, mas odeio a forma com que tudo é imposto!

O evangelho, a obra, as coisas de Deus não funcionam na base da obrigação, é tudo graça... é Deus que opera o querer e o fazer...

.

E meus melhores momentos com Deus vem quando eu o procuro por livre e espontânea vontade!

A melhor comunhão vem quando por livre e espontânea vontade eu procuro as pessoas e me relaciono com elas...

.

O melhor culto é onde meu coração está presente!

O melhor evangelismo é fruto de coração apaixonado, não de regras!

Se eu oro, medito, leio bíblia, faço célula... é por que amo e quero fazer isso! Não por ser regra... não porque alguém pode me excluir da rodinha se eu for diferente, aliás, to muito pouco preocupada com as rodinhas e o que tem a falar de mim....

.

To cansada de obrigações!!!!!! Quero ter a oportunidade de fazer por que QUERO!

Chega de pílulas evangélicas, to cansada desta paranóia!!!

Sou livre pra viver pra Deus!!! LIVRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

.

Se aceitássemos a liberdade de cada pessoa, saberíamos mais facilmente com quem de fato, podemos contar!!!!!

.

Isso é só um desabafo!... ;)